17/2/2009
Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores do Canadá, Austrália e Estados Unidos descobriu uma nova maneira por meio da qual as bactérias evoluem na forma de algo capaz de fazer adoecer o homem com mais eficiência.
Os cientistas identificaram que as bactérias se desenvolvem em patógenos, ou agentes causadores de doenças, pela reprogramação de seu DNA regulatório, o material genético que controla os genes causadores de doenças.
Escherichia coli
Até então, achava-se que a evolução de tais infecções ocorria principalmente pela adição ou subtração de genes no organismo. O estudo será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
De acordo com os autores, o trabalho tem implicações em como identificar e estabelecer risco para doenças emergentes.
“As células bacterianas contêm cerca de 5 mil genes diferentes, mas apenas uma fração deles é usada a cada vez. Essa é a diferença entre ser capaz ou ser incapaz de causar doença, ou quando e quais genes são ligados”, disse o canadense Brian Coombes, professor do Departamento de Bioquímica e Ciências Biomédicas da Universidade McMaster, principal autor do estudo.
“Descobrimos como as bactérias evoluem para ligar apenas a combinação certa de genes de modo a causar doença em um hospedeiro. É um processo semelhante a tocar um instrumento musical: é preciso tocar as notas certas na ordem correta, de modo a fazer música”, destacou.
Staphylococcus
Com o crescente aumento de doenças infecciosas em todo o mundo, a descoberta tem consequências importantes para a identificação de novos patógenos no ambiente. Atualmente, os cientistas monitoram o risco de novas doenças pela análise do conteúdo genético de bactérias encontradas na água, em alimentos ou em animais.
“Os resultados abrem também novos e importantes desafios para nossa pesquisa, à medida que continuaremos com a ideia de poder identificar o risco de novos patógenos. Agora, sabemos que a questão não está apenas no conteúdo genético, mas no conteúdo genético somado à regulação desses genes”, disse Coombes.
O artigo Pathogenic adaptation of intracellular bacteria by rewiring a cis-regulatory input function, de Suzanne Osborn e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da Pnas em www.pnas.org.
Fonte:http://www.agencia.fapesp.br/materia/10116/divulgacao-cientifica/mecanica-da-infeccao.htm
Um atalho direto para o artigo encontra-se AQUI.
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NOTA:
É necessário uma fé muito maior do que a que temos em um DEUS CRIADOR para crer que tais microorganismos, com mecanismos biológicos tão avançados ao ponto de que até hoje o ser humano desconhece totalmente, evoluíram de uma “sopa primordial”, que na verdade trata de refutar a já comprovada e aceita Teoria da Biogênese (onde vida provém de vida), confirmada por Louis Pasteur.
Fico revoltado por causa da forte manipulação que ocorre, pois se é para DEFENDER a Teoria do Evolucionismo “tudo se dá um jeitinho brasileiro”, que é usado até e principalmente no exterior, pois vale jogar ao chão provas científicas e testes empiricamente comprovados para “encaixar” um desenvolvimento a longo (e muito longo) prazo.
Ou seja, antes essas bactérias não possuiam este mecanismo, eram burras geneticamente falando, e ao ponto que milhares e milhões de anos se passaram, elas descobriram esta potencialidade biológica e começaram a utilizar. Fica facil entender viu?
Claro que não. A não ser que você acredite que bactérias PENSAM como nós. (Vai saber…) O interessante é que esse mecanismo é muito complexo e é notório que a perpetuação da espécie estaria comprometida sem a ação desse mecanismo, pois as bactérias que atuam nesse sentido não fazem isso porque são más e querem ver os ser humanos todos mortos, e sim porque elas pretendem ampliar a população, “crescer e multiplicar” esse é o slogan bacteriano. Elas utilizam deste mecanismo para manter a população viva e atuante.
O artigo deixa o assunto mais interessante ao dizer que:
“É um processo semelhante a tocar um instrumento musical: é preciso tocar as notas certas na ordem correta, de modo a fazer música.”
Perai… Um músico aprendeu a tocar um instrumento simplesmente porque começou a se aproximar dele, depois de longos anos de aproximação ele encostou pela primeira vez no violino (um exemplo), e depois de outros milhões de anos a primeira nota soou, e assim sucessivamente, certo? Errado.
O que me chamou a atenção foi o fato da colocação do artigo acima soar um ATO INTELIGENTE das bactérias. De certa forma elas sabem a ORDEM a seguir, elas sabem qual INSTRUMENTO tocar e sabem que precisam fazer a música da DISSEMINAÇÃO DA VIDA tocar.
Nesse breve e leigo relato o Caro Leitor, deve ter percebido que tal mecanismo é repleto de ETAPAS. Como a evolução explica que uma etapa se desenvolveu antes da outra? Que função teria, por exemplo, o fato da bactéria saber que NOTAS MUSICAIS tocar, sem saber COMO TOCAR, uma vez que ela evolucionalmente surgiu depois de milhões de anos. Ou ela prova que todo o mecanismo foi CRIADO de uma só vez, e ai o Design Inteligente tem razão.
Enquanto os questionamentos pairam sobre o ar… Eu fico na expectativa de que um dia elas, as bactérias, nos respondam a tudo isso.











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