A Bíblia e a Ciência – Parte II
Dando sequência a esta série de estudos acerca da harmonia existente entre a Bíblia e a Ciência, hoje vamos dedicar nossos comentários sobre uma das ciências que mais tem contribuído com a Bíblia.
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ARQUEOLOGIA
Muitos céticos e críticos da Bíblia fundamentavam suas opiniões em desacreditar a existência de certos reis, nações, cidades ou costumes narrados na Palavra de Deus, dizendo que tais narrativas seriam algo inventado para este ou aquele fim. Foi ai que esta ciência, a arqueologia, apareceu e tem realizados feitos incríveis com a descoberta de diversos materiais, tais como: argila, cerâmica, basalto, cartas, estelas e inscritas em diversas formas, tais como: cuneiforme, hebraico, aramaico, grego, demótico, egípcio, etc.
HITITAS
Figura 1 – Escavações realizadas em Hattusa, capital dos Heteus.
Por muito tempo foi questionado a existência deste povo que são mencionados em Êxodo 3:8:
Por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel; o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu.”
Neste contexto, Deus estava falando com Moisés através da sarça ardente, dizendo “vi aflição do meu povo” (v.7).
Os Heteus já possuíam um grande império em cerca do ano 2.000 a.C., onde atualmente é a Turquia, eram “primos” não muito distantes dos Hebreus por sua genealogia descrita em Gênesis 10:15:
Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete”
Sendo assim, os filhos e descendentes da tribo de Hete, são os Heteus. Dar o nome de um povo seguindo sua genealogia patriarca era um constumo natural naquela época, pois não haviam sobrenomes.
Até os fins do século XIX o máximo de informações que se tinham sobre este povo estava descrito na Bíblia, nos versos vistos acima e outros e apenas na Odisséia, um dos mais famosos épicos gregos. Em 1839 foram descobertas ruínas que hoje sabem-se ter pertencidos aos Heteus, mas na época não foi considerado como tal pela comunidade científica.
Figura 2 – Hieróglifos inscritos em rocha na capital dos Heteus, Hattusa.
Até que em 1880, o arqueólogo Henry Sayce, após realizar seus estudos, afirmou que os vestígios deixados na região da Ásia Menor tinha sido confeccionados pelos Heteus. Todavia, esta notícia também foi recebida com desmerecimento pela comunidade científica e Sayce ficou conhecido como o “inventor dos Hititas”.
Somente com os achados do arqueólogo alemão, Hugo Winckler (1863-1913), que descobriu em 1905 cerca de 10.000 tabletes em escrita cuneiforme, escavados em Boghazköy (Turco = ALDEIA DO DESFILADEIRO) e que faziam parte da biblioteca real dos Heteus, é que a comunidade científica, então começou a dar maior atenção a este povo que junto com os Egípcios e os Babilônicos, formaram as três maiores potencias do XIII e XIV a.C.
Figura 3 – Porta dos Leões de Hattusa, capital dos Heteus em Bogazköy, Turquia.
Contudo, as primeiras informações mais claras deste povo só vieram a ser conhecidas em 1946, com a tradução de alguns de seus hieróglifos. Após a morte de Winckler, seu trabalho foi continuado pelo Prof. Bedrish Hrozný, assiriologista da Sociedade Germânica Oriental, que foi o descobridor da gramática hitita e também tradutor do código de leis que trouxeram esclarecimentos inúmeros sobre a cultura deste povo.
De forma resumida, verificamos mais uma vez que a CIÊNCIA, digo a verdadeira ciência, aquela que independente do resultado dos achados busca a verdade e somente a verdade, tem desenvolvido uma harmonia significativa com as Escrituras, mesmo considerando que tais áreas são distintas, ainda sim, existe um consenso entre ambas. Os pontos que, talvez, existam conflitos, é bem possível que são os mesmos que carecem de maior conhecimento e descobertas pela ciência.
Guarda o depósito que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos e profanos e às oposições da falsamente chamada ciência.”
(I Timóteo 6:20 RC)
Aqui, Paulo adverte ao apóstolo Timóteo para que tome cuidado com a “falsa ciência”, esta advertência serve, especialmente, para nós no dia de hoje. Onde muitos falam sobre ciência, mas poucos a fazem. Muitos tem opiniões céticas a respeito da Bíblia, mas poucos o conhecimento e o embasamento verdadeiro na ciência. A ciência é boa porque foi inaugurada por Deus, que nos deu de presente a inteligência e a capacidade de pensar e decidir. Finalizo este artigo com esta frase interessante:
“A ciência nos dá o conhecimento do mundo e a religião nos dá o significado.” (Michael Keller)
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Referências Bibliográficas:
[1] – CERAN, C.W. O segredo dos hititas: A descoberta de um antigo império. 2° Ed., Editora Itatiaia. Belo Horizonte, 1958.
[2] – KELLER, W. E a Bíblia tinha razão. Editora Melhoramentos. 2002. 433 p.
[3] - WRIGHT, George Ernest. Arqueologia Bíblica. Editora Cristiandad: Madrid, 2002. p. 56, 58, 160, 191, 215, 224 e 391.
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